EXEGESE DE GREGO "TRICOTOMIA"

TRICOTOMIA

I – INTRODUÇÃO
A presente exegese discorrerá sobre o Homem Tricotomista. Esta Doutrina é polêmica, pois sempre houve dois conceitos predominantes na história da igreja com respeito à composição da natureza essencial do homem: dicotomia e tricotomia.
O texto exegetado é I Tessalonicenses 5.23 onde diz: “O mesmo Deus de paz vos santifique completamente. E todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Apesar de todos concordarem que o homem é um ser constituído de uma natureza material e outra imaterial, se diverge em um ponto: Ele seria formado por um corpo, uma alma e um espírito, ou por um corpo, uma alma e um espírito sendo a mesma coisa?

A Bíblia ensina claramente a doutrina de uma criação especial, que significa que Deus fez cada criatura “segundo sua espécie”.
Mas antes de entramos no tema em questão abordaremos quem é o Autor do livro, onde foi escrito e quais os destinatários, sua linguagem e estilo, bem como a Canonicidade do livro.

A – AUTORIA
Os quatros grandes livros Paulino clássicos, que todos acolhem como autêntico, são: Gálatas, Romanos e I e II Coríntios. Após essas epistolas temos Colossenses, Filipenses, Filemon e I Tessalonicenses, indubitavelmente paulinas. A própria epístolas têm em seu subtítulo os nomes de Paulo, Silvano (Silas) e Timóteo; porque esses três haviam sido os fundadores daquela igreja, e continuavam juntos quando a epistola foi escrita, embora Paulo fosse o autor real da mesma. Nada existe na própria epístola, como conteúdo ou vocabulário, que nos sugira autoria não-paulina. Por isso mesmo, sua autenticidade tem sido tão geralmente conhecida, nos tempos antigos e modernos, que se torna supérflua qualquer discussão a respeito.

B – DATA E LUGAR
Em contraste com outras epistolas paulinas, não é difícil determinar a data da escrita desta epistola (embora se admita pequena margem de erro). É mister associa-la às circunstância registradas em I Tes. 3:1-7, em vinculação com At.17:13-16 e com o começo do 18º capitulo desse livro. É provável que no começo do verão de 50 d.C., ou mesmo antes, Paulo e seus companheiros tenham deixado Tessalônica, apressadamente, sob a pressão dos perseguidores. O grupo evangelizador dirigiu-se a Beréia, e dali partiu para Atenas.
A alusão de Paulo a “Acaia”, em I Tes. 1:7 indica que ele se encontrava naquela região quando escreveu esta epistola (isto é, achava-se em Corinto, uma das principais cidades do território). Timóteo foi ajuntar-se a Paulo em Coríntios, trazendo-lhe o relatório das circunstâncias adversas em Tessalônica, o que motivou a escrita desta epistola. Podemos julgar, pois que esta epistola foi escrita em Corinto, provavelmente por volta de 50 d.C. à 51 d.C.. Se excetuarmos a epistola aos Gálatas foi a primeira das epistolas do Novo Testamento.
Há boas evidencias que Paulo chegou a Corinto na primavera de 50 d.C., ou pouco mais tarde e, que epistola aos Tessalonicenses foi escrito pouco depois. As evidencias arqueológicas dizem-nos quando Gálio aparecei em Corinto, relacionado a sua chegada à permanência de Paulo à cidade (ver At.18:12). Podemos obter uma data relativamente segura para esta questão, única data diretamente firmada pela arqueologia para os acontecimentos do livro de Atos.

C – DESTINATÁRIO
Esta epistola se destina aos Tessalonicenses. Paulo fundou esta igreja durante sua “2º viagem missionária”, tendo partido precipitadamente de Tessalônica, talvez no verão do ano 50 D.C., após ter conquistado certo numero de convertidos. Em Tessalônica, Paulo, Timóteo e Silas sofreram severas perseguições da parte dos judeus incrédulos e, debaixo de pressão, foram forçados a abandonar a cidade. Dali partiu para Beréia; depois para Atenas. Mas retirada precipitada dos obreiros do Evangelho deixou os membros da igreja de Tessalônica, um menos tanto menos alicerçados nos ensinamentos cristão, especialmente no que concerne às questões escatológicas, o que não podia satisfazer ao apostolo dos gentios. Dessa circunstância, portanto, é que surgiu a necessidade desta epistola, porquanto os problemas surgiram na comunidade cristã de Tessalônica assim que partiram dali os pregadores cristãos.

D – OCASIÃO E OBJETIVO (SITUAÇÃO HISTÓRICA )

Sem dúvida o que ocasionou esta epistola á retirada apressada de Paulo, de Tessalônica, que não lhe permitiu firmar a comunidade cristã dali conforme ele desejava faze-lo.
Paulo havia ensinado àqueles crentes algumas doutrinas, incluindo a doutrina da (Pardosia) ou o Segundo Advento de Cristo; e isso, criaria entre os tessalonicenses um vivido interesse. Também lhes ensinaram lago sobre a ética cristã; mas não houvera tempo de desviá-los completamente dos vícios pagão. Portanto, muito ainda havia a ser feito quanto a esse ensino. Não sendo capaz de ir pessoalmente a Tessalônica, Paulo enviou Timóteo para ver como aqueles crentes estariam progredindo. E se sentiu muito animado pelas noticias que Timóteo lhe trouxe na volta talvez estivessem se conduzindo melhor do que ele esperava, sob tão duras circunstâncias.
Mas os Tessalonicenses crentes estavam sendo vitimas das perseguições, e isso provocou ansiedade no apóstolo, pois temia que se desviassem de Cristo em meio às dificuldades prementes. Ouvindo, pois o relatório trazido por Timóteo, tendo tomado conhecimento da situação dos tessalonicenses, de suas vitórias e fraquezas, Paulo escreveu a epístola.
Esta epístola procura consolar os crentes de Tessalônica na tribulação; procura igualmente, modificar seus pontos de vistas sobre a lassidão nas questões sexuais; procura também instruí-los acerca da realidade e do significado da parousia ou segunda vinda de Cristo, além de procurar fornecer-lhes instruções morais sobre assuntos gerais, para que pudesse viver uma maneira digna vocação cristã.
Entre outras coisas, também parece que, na ausência de Paulo, alguns elementos haviam procurado solapar a influência de Paulo em Tessalônica (I Ts.2.15-18); e essa atividade pode ser atribuída a adversário judeus do apóstolo. Assim sendo, o próprio Paulo assegurou-lhes que eles desejaram retornar a Tessalônica e que não os estava negligenciando, mas que fora impedido por satanás em seu propósito, através de circunstâncias fora de seu controle. Por conseguinte, enviara-lhes a Timóteo, para substituí-lo (I Ts.3.1).
O tom “apologético” desta epistola transparece especialmente em (I Ts. 2.1-12), onde Paulo se defende de várias acusações, como se ele fosse insincero e usasse de palavras de lisonja a fim de obter suas finalidades, como se ele fosse mercenário e impuro. Essas serão sempre as formas de acusação que os inimigos assacam contra os pregadores do evangelho, esperando destruí-los, juntamente com sua influência. Paulo nega a verdade de qualquer dessas coisas: e apresentar sua negativa foi um dos propósitos motivadores desta epistola. Paulo apela para a memória dos crentes tessalonicenses acerca de tudo quando eles e seus companheiros tinham feito entre eles, a fim de refutar tais acusações.

E – LINGUAGEM E ESTILO
O uso simultâneo de línguas no centro onde o cristianismo tem a sua origem trazia em si a influência da civilização e da literatura representada por essas línguas e proporcionou ao cristianismo um meio de expressão universal.
Na história do cristianismo durante o primeiro século nem o latim, nem o hebraico, tiveram grande papel e desempenhar. Mas tiveram-nos o aramaico e grego. A tradição diz que alguns das primeiras publicações com as palavras de Jesus foram compostos em aramaico, e que fato do novo testamento como um todo ser escrito em grego quase despe o tempo da sua origem, é coisa por demais patente para que fosse necessário argumentar sobre ela. Todas as epistolas foram escritas em grego e os evangelhos e Atos dos Apóstolos sobreviveram tão somente em grego.

F – CANONICIDADE DO LIVRO
Definição da palavra “cânon”.
A palavra “cânon” deriva do grego – kanon, que significa “cana”, portanto uma vara ou barra, que, por serem utilizadas em medições, passaram a significar metaforicamente um padrão. Em gramática, significava uma regra; em cronologia, uma tabela de datas; e em literatura uma lista de obras que podiam ser corretamente atribuídas à determinada autor.
O Cânon
O cânon não pode ser determinado unicamente pela aceitação dos vários livros do novo testamento pela igreja. Alguns recebidos prontamente e em muitas igrejas; alguns poucos foram.
Aceitos com hesitação por certas igrejas e rejeitados por outras: e alguns outros ainda só foram mencionados em data relativamente tardia, ou então foi positivamente disputado seu direto de ser incluindo no cânon. Os preconceitos locais ou os gostos individuais podiam influenciar o veredicto que fora transmitido pelas igrejas e escritores da antiguidade. Apesar deste fato, o que uma pessoa ou setor da igreja rejeitava, aceitava-o outra pessoa ou outro setor. Não era tão pouca verdade que aqueles que tinham a responsabilidade e julgar fossem tão destituídos de espírito crítico que aceitassem qualquer coisa que impressionasse a sua imaginação independentemente dos seus méritos inerentes.
A critica dos antigos não era menos falível do que a dos especialistas modernos. Por outro lado, os antigos tinham acesso a registros e tradições que já pereceram, e o seu testemunho não pode ser posto de parte, simplesmente por não pertencer ao século XX. A aprovação eclesiástica da canonicidade fornece prova corroborativa, se bem que, em si possa ser decisiva. O verdadeiro Critério da Canonicidade é a Inspiração.

“Toda a escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra”. (II Tm. 3.16-17).

G – DIVIÇÃO DO LIVRO
Esboço de I Tessalonicenses
I – Saudação. (1.1).
II – História (1.2 – 3.13).
A – As bases de Paulo para as ações de graças (1.2 – 2.16);
1 – Sua eleição mostrada em fé, amor e esperança (1.2-10);
2 – O frutífero ministério dos missionários entre eles (2.1-12);
3 – Seu recebimento do evangelho como a Palavra de Deus (2.13-16);
B – A ausência de Paulo explicada (2.17 – 3.10);
C – A oração de Paulo (3.11-13);

III – Instruções (4.1 – 5.22).
A – Ética (4.1-12);
1 – Moralidade sexual (4.1-8);
2 – Amor fraternal e testemunho (4.9-12);
B – Escatologia (4.13 – 5.11);
1 – Os mortos (4.13-18);
2 – O dia do Senhor (5.1-11);
C – Vida congregacional (5.12-22);

IV – Oração final, incumbências e bênção (5.23-28).

II – PRÓLOGO
De quantas partes compõe-se o homem ou a mulher?
Todos concordam que temos um corpo físico. A maioria das pessoas cristãs ou não sente que também tem uma parte imaterial uma “alma” que sobreviverá à morte do corpo.
Mas algumas pessoas crêem que, além do corpo e da alma, temos uma terceira parte, um espírito que se relaciona mais diretamente com Deus. A concepção de que é constituído de três partes corpo, alma e espírito chamamos de tricotomia.
Embora essa seja uma idéia comum no ensino bíblico evangélico popular, hoje poucos estudiosos a defendem. Segundo muitos tricotomistas, a alma do homem abarca o seu intelecto, suas emoções e sua vontade. Eles sustentam que todas as pessoas têm almas.
Argumentam que o espírito do homem é uma faculdade humana superior, que surge quando a pessoa torna-se cristã, como esta escrito em romanos capitulo 8 e versículo 10 que diz: “Se, porém,Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa de pecado, mas o espírito é a vida, por causa da justiça”.O espírito de uma pessoa seria aquela parte dela que mais diretamente adora e ora a Deus.
Os dicotamistas dizem que o espírito não é uma parte distinta do homem mais simplesmente outra palavra que exprime alma, que ambos os termos são usados indistintamente nas Escrituras para falar da parte imaterial de um homem, a parte que sobrevive após a morte do corpo. A idéia de que o homem é composto de duas partes e corpo e alma ou espírito.
Aqueles que sustentam essa idéia muitas vezes admitem que as Escrituras usam a palavra espírito em hebraico Ruach e em grego Pneuma mais freqüentemente com referencia a nossa relação com Deus, mas que esse uso dizem eles não é uniforme, e que a palavra alma é também usada em todos os sentidos em que se pode usar espírito.

III – APRESENTAÇÃO DO TEXTO GREGO
“Αὐτὸς δὲ ὁ θεὸς τῆς εἰρήνης ἁγιάσαι ὑµᾶς ὁλοτελεῖς, καὶ ὁλόκληρον ὑµῶν τὸ πνεῦµα καὶ ἡ ψυχὴ καὶ τὸ σῶµα ἀµέµπτως ἐν τῇ παρουσίᾳ τοῦ κυρίου ἡµῶν Ἰησοῦ Χριστοῦ τηρηθείη”.
I Ts 5.23

IV – APRESENTAÇÃO DO TEXTO GREGO TRANSLITERADO
“Autos de o theos tes eirenes agiasai umas oloteleis, kai olokleron umon to pneuma kai e psique kai to soma amemptos em te parousia tou kurion emon jesou Xristou terethein”.
I Ts 5.23

V – TRADUÇÃO LITERAL DO TEXTO
“Ele mesmo[2] E[1] o Deus da pás santifique a vós por completo, e íntegro vosso[2] o[1] espírito e a alma e o corpo irrepreensível em a vinda do Senhor[2] nosso[1] Jesus Cristo seja conservado”.
I Ts 5.23

VIII – COMENTÁRIO FILOLÓGICO
A- Vocabulário das palavras: (I Ts 5.23).
Αὐτὸς: 1ª pessoa do Nominativo singular: Pronome com várias funções: (1) Intensivo: mesmo, (ele) mesmo. (ela) mesma. (2) Reflexivo:  αὐτός αὐτός αὐτόetc., eu mesmo, etc. em aposição o pronome pessoal expressão ou subentendido, em todos os casos, números e pessoa. (3) Demonstrativo:  : o mesmo, com a idéia de imutabilidade. (4) Nos casos oblíquos, é o pronome pessoal da 3ª pessoa. Mesmo no Nominativo a força intensiva em muitos casos desaparece, no Koinê, e  = apenas ele, com ligeira ênfase. (5) Às vezes, αὐός. (6) Não se distingue de , às vezes no Koinê. (7) Às vezes quase = exclusive outrem, sozinho, , eu sozinho. (8) Uso redundante em cláusulas relativas,  αὐί etc. (9) oucom ό αὐό no mesmo lugar ou tempo, juntos. (10) αὐῦ advérbio, ali, aqui.

δὲ: Conjunção coordenativa fracamente adversativa (menos forte que ), aproximativa em geral, pospositiva, com similares na língua Portuguesa: e, então, também, mas, de outro modo. Na oração, a conjunção aparece na edição dos Manuscritos de Westcott e Hort de 1881, todavia dói suprimida da edição Textus Receptus de 1884, o que não compromete o sentido da frase no texto original tampouco a sua tradução.

ὁ: Nominativo singular masculino. Trata-se de um pronome pessoal ou demonstrativo, referindo-se à primeira pessoa do singular, com semelhança na língua Portuguesa com os termos: estes, aqueles, um outro.

θεὸς: Nominativo singular. deus ou deusa; o Deus da revelação cristã.

τῆς: Genitivo Ablativo, do nominativo  artigo feminino singular: da.

εἰρήνης: Genitivo Ablativo singular, do Nominativo εἰρήνη: da paz.

ἁγιάσαι: 3ª pessoa do singular do 1º aoristo, Acusativo ἁγιά: Ele santifica, purifica.

ὑµᾶς: Acusativo plural do Nominativo ύ: a vós.

ὁλοτελεῖς: Acusativo plural do Nominativo ὁλοτελης: As perfeições, inteiramente.

καὶ: Conjunção adversativa com semelhantes na língua portuguesa “e; também; outrossim; mesmo; até ora; sim; de fato; tanto… como; ou não somente… mas também. É a mais usada, no N.T., e tem vários sentidos em contextos diferentes: a) mero aproximativo; b) sentido aditivo: também; c) sentido explanatório ou epexegético: 
 e isto (o fato de serdes salvos) não procede de vós, é o dom de Deus. Ef. 2:28; d) sentido “ascendente” ou “enfático”: mesmo, até sim, ora, outrossim, de fato. E muitas passagens a palavra nem é traduzida em nossas versões, quando merece a maior ênfase. Ainda temos  sugerindo esta conjunção ilativa ou casual às vezes uma idéia subentendida pelo contexto: “e (digo isto) porque”. parece até ter força adversativa em passagens como Jo 16: 32; At 16:7; Ap 2:21; II Co 6:9-10 e Lc 12:24.

ὁλόκληρον: Nominativo singular: Inteiro, completo.

ὑµῶν: Genitivo plural ύ: de vós.

τὸ: Substantivo neutro, o, não é diferente do masculino, senão nos casos nominativos e acusativos. Acompanha o paradigma neutro da segunda declinação. Aparece em mais variação na edição de Westcott/Hort, UBS4 variants 1881. Sua tradução é “o/a” podendo variar de acordo com o substantivo que acompanha, pois não há o gênero neutro na língua portuguesa. O termo foi suprimido da Edição Textus Receptus 1884, sem contudo, comprometer a tradução.

πνεῦµα: Paradigma neutro da segunda declinação, em concordancia com a expressão “to pneûma toû theou”, sendo assim traduzido “vento; espírito (humano – com ou sem corpo -, Divino, da personalidade humana de Cristo, de demônios, de anjos, ou a Terceira Pessoa da Trindade); disposição ou atitude. Puro sinônimo de “psiqué” em referência à parte invisível e imaterial do homem, em, inúmeras passagens, mas, quando se distingue, salienta o aspecto mais elevado desta natureza, em relação a Deus e outros espíritos.

ἡ: Dativo singular feminino, nominativo  : artigo a.

ψυχὴ: Nominativo Vocativo, singular: A alma.

σῶµα: Nominativo, Acusativo singular: O corpo.

ἀµέµπτως: Advérbio. Nominativo atrib. singular ἀµέµπτoς: Irrepreensivelmente.

ἐν: Preposição em, se usa com o locativo, e talvez instrumental e dativo, “ama de todo serviço” no Koinê, usado 2.698 vezes no Novo Testamento, sua idéia fundamental é em, mas a variedade de seu uso dá inúmeras traduções: em, dentro de, entre, sobre, no terreno de, “para”, em número de, no tempo de, no caso de, na pessoa de, no poder de, durante, na presença de, “como”, com, por, a, em virtude de, por causa de;  da mística união do crente com o Senhor;  (Lc 2:49) = na casa de.

τῇ: Dativo singular feminino: da.

παρουσίᾳ: Dativo singular do Nominativo παρουσίᾳ: Presença, vinda, volta, etc.

τοῦ: Acusativo, singular, Nominativo. Artigo: “”. É utilizado para acompanhar um paradigma masculino na segunda declinação. Expressado na língua Portuguesa nesta oração pela união da preposição “de” co =m o artigo definido feminino “a”, sendo traduzido por “da” ou simplesmente “à” para fins de concordância nominal entre o dialeto Grego e o Português.

κυρίου: Dono, amo, proprietário, senhor no sentido de cavalheiro – senhor!; mestre; soberano; “dos seres divinos, Senhor, sem o artigo referindo-se geralmente a Deus enquanto  o Senhor, geralmente, se refere a Jesus, o Messias (cf. At 2:34). Neste sentido, a palavra deixa subtendido que estes Seres Divinos são monarcas absolutos do universo, e que nós somos seus escravos (súditos). Visto que o termo também se usava acerca de soberanos orientais e dos imperadores Romanos, no mesmo sentido, focalizou a rivalidade mortal entre os dois poderes (cf. At 25:26)” – Souter. “De Jesus, como Messias. Conquanto pela sua morte Ele adquire uma propriedade especial da raça humana e, depois de sua ressurreição, foi exaltado a uma sociedade na divina administração” – Thayer; título de respeito (nos papiros) ao pai ou membros da família.

ἡµῶν: Genitivo plural do Nominativo ἐγὼ: de vós.

Ἰησοῦ: Genitivo Ablativo singular, do Nominativo Ἰησοῦς: Jesus.

Χριστοῦ: Genitivo, Ablativo singular do Nominativo Χριστος: Cristo.

τηρηθείη: 3ª pessoa do singular da 1º aoristo τηρε: opt., pás. Conservado, reservado, observado.

COMENTÁRIO TEOLÓGICO

INTRODUÇÃO
Houve sempre dois conceitos predominantes na história da igreja com respeito à composição da natureza essencial do homem: dicotomia e tricotomia. Historicamente, em especial nos círculos cristãos, concebeu-se o homem composto de duas partes: corpo e alma. No decorrer do desenvolvimento do pensamento cristão, contudo, apareceu outro conceito que compunha o homem de três partes: corpo, alma e espírito — a tricotomia. Este movimento concebeu a relação entre o corpo e o espírito ligados entre si por meio de uma terceira substância, ou um terceiro elemento, que é a alma. Que era considerada, por um lado, como imaterial quando relacionada com o espírito e, por outro lado, material, quando se relacionava com o corpo. Segundo Louis Berkhof “A forma mais familiar e mais crua da tricotomia é a que toma o corpo como a parte material humana, a alma como o principio da vida animal, e o espírito como o elemento racional e imortal que há no homem para relacionar-se com Deus”.
Apesar de todos concordarem que o homem é um ser constituído de uma natureza material e outra imaterial, se diverge em um ponto: Ele seria formado por um corpo, uma alma e um espírito, ou por um corpo, uma alma e um espírito sendo a mesma coisa?
A Bíblia ensina claramente a doutrina de uma criação especial, que significa que Deus fez cada criatura “segundo sua espécie”.
A maior obra de Deus é o homem. Mas o que é o homem? Esta é a pergunta que tantos, cientistas, pensadores, filósofos e até os menos informados no assunto tem feito soar aos ouvidos da humanidade durante milênios. A Bíblia a responde: “o homem é a imagem e semelhança de Deus” (Gn 1.26). O homem é a coroa da criação universal. Embora muitas vezes contrariando a voz da filosofia, mostrando que o homem é um amontoado de peles, carnes e ossos.
O presente estudo discorrerá sobre o homem. Ele é um ser Tricotomista ou Dicotomista?

O HOMEM
A Bíblia ensina claramente a doutrina de uma criação especial, que significa que Deus fez cada criatura “segundo a sua espécie”. Ele criou várias espécies e então às deixou para que se desenvolvessem e progredissem segundo as leis do seu ser. A distinção entre o homem e as criaturas inferiores implica na declaração de que “Deus criou o homem a sua imagem”. O homem desde a Antigüidade vem se preocupando com suas origens, por exemplo:
• Como nasceu o primeiro homem;
• O homem seria uma evolução do macaco;
• O homem teria vindo de um outro planeta.
E procurando respostas para todas estas perguntas, surgiram muitas teorias, onde vamos discorrer algo a respeito delas, para que tenhamos conhecimento, de quantos absurdos pode o homem instigado pelo tentador, torcer a verdadeira palavra de Deus.

Teoria da origem do Homem
a) O Evolucionismo Biológico.
O homem é uma raça que evoluiu de organismos unicelulares para o seu estado mais elevado, por meio de uma série de transformações biológicas ocorridas a milhões de anos, onde muitos acreditam que o ser humano tinha vida marítima. Uma pequena célula que deu origem a uma outra forma de vida, e com o passar dos anos, foi tomando nova forma de vida até chegar ao homem. Outros Antropólogos acreditam que o homem tem sua origem em macaco antropóide atualmente em existência, que ao longo de milhões de anos evoluiu mudando de forma até chegar ao seu estado mais elevado que o homem. O que segundo eles, explica a existência do homem das cavernas, que seria uma das fases da evolução do homem.
Mas entre as diversas teorias sugeridas pelos Antropólogos evolucionistas, nenhumas delas possuem comprovação aceita pela maioria dos estudiosos da antropologia, existem sim muitos casos isolados, mas que não oferecem nada de real, e, além disso, não há descobertas científicas ou arqueológicas para dar sustentação a nenhuma destas teorias.
Do ponto de vista teológico, a Bíblia é totalmente contrária a teoria do evolucionismo tanto animal como vegetal, o texto de Gênesis 1.26-27; 2.7-21,23, é muito claro em afirmar que o homem é fruto da criação de Deus, e de forma alguma seria uma evolução de uma outra espécie. Em Gênesis 3.19 o próprio Deus afirma: “Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tomes a terra, porque dela foste tomado, pois é pó, e ao pó tornarás”, e mais, o Apóstolo Paulo afirma que a carne do homem é diferente da carne de animais (I Co 15.39).
Charles Darwin escreveu a teoria do evolucionismo, tentando provar que o homem nasceu da evolução de uma pequena célula a milhões de anos, e foi evoluindo, passando por diversos tipos de vidas até chegar ao homem, porém esta teoria é muito questionada, mesmo no mundo científico em nossos dias. Os evolucionistas inventam um tipo de criatura pelo qual o macaco passou para o estágio humano.
Há um abismo intransponível entre os irracionais e o homem, entre a forma mais elevada de animal e a forma inferior da vida humana, nenhum animal usa ferramentas, acende fogo, emprega linguagem articulada, ou tem capacidade de conhecer as coisas espirituais. Mas inteligente não passa de um irracional com apenas seus instintos de macaco.
Os evolucionistas procuram unir o homem ao irracional, mas Jesus Cristo veio ao mundo para unir o homem a Deus. Ele tomou sobre Si a nossa natureza para poder glorificá-la no seu destino celestial.

“Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome.” (Jo 1.12).

Não podemos entender que o homem seja apenas uma criação de Deus, o homem é mais que uma criatura, pois existe entre o homem e Deus uma relação mais profunda, mais significativa, o homem foi criado para viver numa situação familiar com Deus, numa íntima comunhão.
Quando Deus criou o homem de acordo com Gênesis 1.26,27 aconteceu uma reunião celeste, um conselho no céu, para determinar a criação do ser humano, talvez para cuidar de detalhes da criação, como seria o homem físico e espiritualmente. A Bíblia descreve a palavra façamos o que comprova a realização deste conselho celeste, e podemos chegar a algumas conclusões. Esta reunião definiu:
1. A criação do ser humano;
2. A estrutura física do homem;
3. A estrutura espiritual do homem;
4. Os objetivos de Deus para com o homem.
A criação do homem difere das outras criações.
Quando Deus criou os animais, os peixes e as estrelas, o sol e a lua, Deus utilizou o verbo, a palavra para criar tudo no universo infinito e na terra. Exemplo: “E disse Deus haja luminares no firmamento do céu”. (Gn 1.3,7,14). Mas na criação do homem Deus utilizou de material já existente para fazer o corpo físico, e na parte espiritual soprou em suas narinas, e o homem tornou-se alma vivente. (Gn 2.7).
O Homem foi criado superior aos outros seres vivos
Quando Deus criou o homem, Ele já havia criado todos os outros seres vivos, as plantas, os peixes, os animais, e por isso Deus fez o homem superior a tudo o que existe até então, e os deu ao homem, e disse: “Dominai sobre os peixes do mar, sobre todas as aves do céu, e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. (Gn 1.28). O homem desde a sua criação já era superior a tudo na terra. Entre o homem e as demais criaturas existiam uma grande diferença, o homem possuía um nível muito elevado intelectual, moral e religioso. (Gn 1.31; 2.19-20; Sl 8.4-8).
As funções do ser humano:
Dominar a criação. (Gn 1.27-28; 9.2; Sl 8.4-8; Hb 2.5-9).
Multiplicar-se e povoar a terra. (Gn 1.28; 2.24; 9.1-7).
Alimentar-se. (Gn 1.29; 9.3-4).
Trabalhar, cultivar e guardar o jardim. (Gn 2.15).
Obedecer a Deus. (Gn 2.16-17).
Todos os instintos básicos, que fazem parte da natureza humana, são meios pelo qual o homem é capaz de cumprir as suas funções de maneira natural, sem que as mesmas pesassem sobre ele como fardo. Deus colocou esses desejos no homem para que não houvesse necessidade de que as pessoas cumprissem as suas funções maquinalmente, sem que isto proporcionasse certo prazer. Pelo motivo de proporcionarem prazer, estes desejos, embora não sendo errados em si, podem ser desvirtuados e corrompidos. É importante notar que as tentações de Eva no paraíso, não ocorreram porque ela teve qualquer maldade, mas o diabo a tentou naquilo que ela desejava naturalmente.

A NATUREZA DO HOMEM SEGUNDO A BÍBLIA
De acordo com as Sagradas Escrituras o homem possui dupla natureza, ele é corpo físico, e este corpo físico possui um espírito. (Gn 2.7). O homem compõe de duas substâncias, a substância material, chamada corpo, e a substância imaterial chamada alma. A alma é a vida do corpo e quando a alma se retira do corpo morre.
Mas segundo I Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12, o homem compõe de três substâncias, espírito, alma e corpo. Pois bem ambas estão corretas quando bem compreendidas. O corpo representa a substância material ou física do homem. O espírito e a alma representam os dois lados da substância não física do homem; ou em outras palavras, o espírito e a alma representam os dois lados da natureza espiritual. Embora distintos o espírito e a alma são inseparáveis, são entrosados um no outro. Por estarem tão interligados, as palavras “espírito e alma” muitas vezes se confundem, (Ec 12.7) de maneira que em trecho a substância espiritual do homem se descreve como a alma (Mt 10.28), e sem outra passagem como espírito. (Tg 2.26).
Embora muitas vezes os termos sejam usados alternativamente, tem significados distintos. Por exemplo: “a alma” é o homem como o vemos em relação a esta vida atual. As pessoas falecidas descrevem-se com “almas” quando o escritor se refere a sua vida anterior. (Ap 6.9-10; 20.4). O espírito é descrição comum daqueles que passam para a outra vida. (At 23.9; 7.59; Hb 12.23; Lc 23.46). Quando alguém for “arrebatado” temporariamente fora do corpo (II Co 12.2), se descreve como “estando no espírito”.
O homem foi formado do pó da terra, e assim o corpo humano é formado por material inorgânico, que recebeu um tratamento plástico de Deus, o criador da terra. A palavra hebraica para, formou é yêtser, que significa, deus forma, modelou, ou seja, recebeu a ação de um artista plástico que dá ao barro a forma que deseja.
Vez por outra, entretanto, tem sido sugerido que o homem deveria ser entendido como consistindo de certas “partes” especificamente distintas. Um desses entendimentos é usualmente conhecido como tricotomia – a idéia que, segundo a Bíblia, o homem consiste de corpo, alma e espírito. Um dos proponentes mais antigos da tricotomia é Irineu, que ensinava que enquanto os incrédulos possuíam somente almas e corpos, os crentes adquiriam espíritos adicionais, que eram criados pelo Espírito Santo. Um outro teólogo que usualmente está associado com a tricotomia é Apolinário de Laodicéa, que viveu de 310 a aproximadamente 390 A.D. As maiorias dos intérpretes atribuem a ele a idéia de que o homem consiste de corpo, alma e espírito ou mente (pneuma ou nous), e que o Logos ou a natureza divina de Cristo tomou o lugar do espírito humano na natureza humana que Cristo assumiu. Berkouwer, contudo, assinala que Apolinário desenvolveu primeiro a sua cristologia errônea em um contexto de dicotomia. Mas J. N. D. Kelly diz que é uma questão de importância secundária se Apolinário era um dicotomista ou tricotomista.
A tricotomia foi ensinada no século XIX por Franz Delitzsch, J. B. Heard, J. T. Beck, e G. F. Oehler. Mas recentemente tem sido defendido por escritores como Watchman Nee, Charles R. Solomon (que afirma que através do seu corpo, o homem relaciona-se com o ambiente, através de sua alma com os outros, e do seu espírito com Deus), e Bill Gothard.

A Teoria Tricotomista
Esta teoria repousa nas seguintes considerações:

1. Em primeiro lugar, Gênesis 2.7 não declara absolutamente que Deus fez um ser duplo. O texto hebraico está no plural “E o Senhor formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem passou a ser alma vivente”.

2. Em segundo lugar, Paulo diz que o corpo, alma e espírito são três partes distintas da natureza do homem (I Ts 5.12). A mesma coisa está indicada em Hebreus 4.12, onde está registrado que a Palavra “penetra” até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas.

3. Em terceiro lugar, tal organização tríplice da natureza do homem parece estar também subentendida na classificação do homem como “natural”, “carnal”, e “espiritual”. (I Co 2.14 – 3.4).

Deve-se reconhecer mais preciso,  denota a parte imaterial do homem em seus poderes e atividades inferior, com  o homem é um indivíduo consciente e em comum o bruto tem uma vida animal, com apetite, imaginação, memória, entendimento. , por outro lado, denota a parte imaterial do homem em sua mais elevada capacidade e faculdade, como  o homem relaciona com Deus e possui os poderes da razão, consciência e livre vontade que o diferencia do bruto e o constitui responsável e imortal.
O elemento de verdade na tricotomia é que o homem tem uma triplicidade de dons, em virtude dos quais, a alma se relaciona com a matéria, consigo e com Deus.
Estudando o texto de I Tessalonicenses 5.23, podemos tirar algumas conclusões a cerca da formação do homem, uma vez que Paulo deixa bem claro “… e o vosso espírito, alma e corpo…”, reforçando assim a teoria tricotomista.
Detemos-nos, no entanto nestas três palavras: espírito, alma e corpo, fazendo um estudo de suas origens no grego.
Psyche, a palavra grega equivalente a nephesh, usualmente traduzida como “alma”. O léxico do Novo Testamente Grego Arndt-Gingrich lista um número de significados para esta palavra; alguns dos quais são: “princípio de vida”, “vida terreal”, “assunto da vida mais interior do homem”, “a sede e o centro da vida que transcende o que é terreno”, “aquele que possui vida: uma criatura viva” (plural pessoas). Usa-se a cerca do homem individual (At 2.21;Rm 13.1; I Pe 3.20); da vida animal sensitiva, com as suas paixões e desejos, distinguindo-se do corpo (Mt 10.28), e do espírito (Lc 1.46; I Ts 5.23; Hb 4.12)  é a parte imaterial e invisível do homem em relação ao corpo e à natureza física. Schweizer diz que Paulo usa psyche quando se refere à vida natural e a vida verdadeira; ele freqüentemente usa a palavra para descrever a pessoa.
Pneuma, o equivalente a ruach, que quando se refere ao homem é mais usualmente traduzida como “espírito”. O léxico de Arndt-Gingrich dá oito significados, incluindo os seguintes: “o espírito como parte da personalidade humana”, “o ego de uma pessoa”, “uma disposição ou estado de mente”, “vento”, “espírito” (humano com ou sem corpo), “disposição ou atitude”. Faculdade divinamente concedida, pela qual o homem pode pôr-se em comunhão com Deus, distingui-se do seu próprio caráter natural.
Soma, neste texto traduzido como corpo. Arndt-Gingrich dá cinco significados incluindo os seguintes: “o corpo vivo”, “o corpo da ressurreição”, “corpo humano”, “pessoa”.
Podemos ver claramente que cada uma dessas palavras tem o seu significado, sendo assim, estas três palavras  e , são usadas para indicar o ser completo, seja o lado imortal, pessoas ou físico de uma pessoa. O Dr. Scofield (autor da Bíblia de Estudo, que leva seu nome) assim comenta:

“A alma e o espírito humano não são idênticos, como se prova pelo fato de que há divisão entre eles (Hb 4.12), que há uma nítida distinção entre ambos no sepultamento e na ressurreição do corpo. Semeia-se corpo animal (natural) [do grego: soma psychikan – corpo-alma], e ressuscitará corpo espiritual [do grego soma – pneumatikan – corpo-espírito]. Significa dizer que não há diferença entre corpo mortal e corpo ressuscitado. Paulo claramente afirma que existe esta diferença”.

G. A. Pember afirma:

“O corpo pode ser considerado a parte na qual reside a consciência sensível e física (a consciência cósmica); a alma representa a consciência de si próprio, o espírito, a consciência de Deus. A alma no dá o intelecto que nos fornece as condições procedentes dos sentidos. O espírito, é a parte mais elevada, vindo diretamente de Deus, e por ele podemos aprender a adorar a Deus. O corpo põe a nossa disposição os cincos sentidos físicos”.

A outra idéia usualmente sustentada a respeito da constituição do homem é a chamada dicotomia – a idéia de que o homem consiste de corpo e alma. Esta visão tem sido largamente sustentada do que a tricotomia. Louis Berkhof, crê que “a representação dominante da natureza do homem na Escritura é claramente dicotômica”. Como cristãos deveríamos certamente repudiar a dicotomia no sentido em que os antigos gregos a ensinaram. Platão, por exemplo, formulou a idéia de que o corpo e a alma devem ser tidos como duas substâncias distintas: a alma pensante, que é divina, e o corpo. Visto que o corpo é composto de substância inferior chamamos matéria, ele é de um valor inferior à da alma. Na morte simplesmente o corpo se desintegra, mas a alma racional (ou nous) retorna “aos céus”, se o seu curso de ação foi justo e honrado, e continua a existir para sempre. A alma é considerada uma substância superior, inerentemente indestrutível, enquanto que o corpo é inferior à alma mortal, e condenado à destruição total. Não há no pensamento grego, portanto, lugar algum para a ressurreição do corpo.
Mas mesmo à parte do entendimento grego da dicotomia, que é claramente contrário à Escritura, devemos rejeitar o termo dicotomia como tal, visto que ele não é uma descrição exata da visão bíblica do homem. A palavra em si mesma é objetável. Ela vem de duas raízes gregas: diche, significando “dupla” ou “em duas”, e temnein, significando “cortar”. Ela, portanto, sugere que a pessoa humana pode ser cortada em duas “partes”. Mas o homem nesta presente vida não pode ser separado dessa maneira. Como veremos, a Bíblia descreve a pessoa humana como uma totalidade, um todo, um ser unitário.
Segundo Strong, a parte imaterial do homem, considerada como uma vida individual e consciente, capaz de possuir e animar um organismo físico são chamados de psychi, considerada como um agente moral e racional, suscetível à influência e habitação divinas, esta mesma parte imaterial é chamada de pneuma. O pneuma é então a natureza do homem voltada para Deus, e capaz de receber e manifestar o pneuma hagian, a psyche na natureza do homem voltada para a terra, que toca o mundo dos sentidos. O pneuma é a parte mais elevada do homem, relacionada com realidades espirituais capaz de tal relacionamento; a psyche é a parte mais elevada do homem, relacionada ao corpo ou capaz de relacionamento. Portanto, o homem, não é um ser tricotômano, mas dicotômano, e sua parte imaterial, embora possuam dualidade de poderes, tem unidades de substâncias.

A Teoria Dicotomista
Esta teoria dicotomista é sustentada por diversos fatos:

1. Primeiro pelo fato de Deus ter soprado no homem um só princípio, “a alma vivente” (Gn 2.7). Em Jó 27.3, “vida” e “espírito” parecem ser usados, intercaladamente;

2. Em segundo lugar, pelo fato de termos “alma” e “espírito” parecem ser usados intercaladamente em algumas referências (Gn 41.8; Jo 12.27; 13.21; Mt 20.28; 27.50; Hb 12.23; Ap 6.9);

3. Em terceiro lugar, pelo fato de tanto o “espírito” quanto a “alma” serem atribuídos à criação irracional (Ec 3.21; Ap 16.3);

4. Em quarto lugar, pelo fato da “alma” ser atribuída ao Senhor (Am 6.8, cit. “por sua alma”; Jr 9.9; Is 42.1; 53.10; Hb 10.38);

5. Em quinto lugar, pelo fato de o lugar mais elevado na religião ser atribuído a alma (Mc 12.30; Lc 1.46; Hb 6.18; Tg 1.21);

6. Em sexto lugar, pelo fato de se falar do corpo e da alma (ou espírito) como constituindo o todo do homem (Mt 10.28; I Co 5.3; II Jo 2), e que perder alma é perder tudo (Mt 16.26; Mc 8.36-37). A isto podemos acrescentar que o consciente testifica que há dois elementos no ser humano; podemos distinguir uma parte material e uma imaterial. Mas o consciente de ninguém consegue distinguir entre a alma e o espírito.

O HOMEM TRIPLICE
“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. I Ts 5.23
O texto é claro, nos exorta a conservar a integridade, e irrepreensíveis em tudo. Pois na vinda de Jesus, o homem um ser completo (espírito, alma e corpo), deve estar sem condenação. (Ver no anexo a tríplice constituição do homem).
O espírito é a dimensão do homem que lida com o âmbito espiritual. É a parte do homem que conhece a Deus, enquanto que a alma é a dimensão que lida com as coisas mentais, ou seja, o intelecto, a sensibilidade e a vontade, a parte que raciocina e pensa. Já o corpo é a dimensão do homem que lida com o âmbito físico.
O homem é um ser espiritual, assim como Deus, mas que possui uma alma e um corpo.
É fácil discernir corpo do espírito e da alma, mas às vezes é difícil distinguir o espírito da alma, e somente na Bíblia encontramos respaldo para tal divisão, somente a palavra de Deus tem a autoridade à qual podemos buscar para entendermos esta diferença. Um texto muito conhecido está no livro de Hebreus 4.12.

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. (Hb 4.12).

Se fosse a mesma coisa, não poderiam ser divididos. Se fossem iguais, Paulo não teria instruídos os Tessalônicos a conservar o “… espírito, alma e corpo íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Quando a alma não está bem discernida, os elementos misturados, falta à aplicação da palavra que gera o discernimento entre o que é de Deus e o que é da alma. Pois quando o homem está próximo da palavra de Deus, sente que é um pecador e precisa da sua misericórdia.
Argumentos bíblicos de que temos um espírito.

“Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito”. (I Co 6.17).

O Espírito Santo de Deus nos toma, o nosso espírito e incorporados pelo Espírito Santo de Deus..

“Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto”. (I Co 14.14).

Há diferença entre o espírito e a alma. Na oração a alma a parte que pensa raciocina nos permite discernir o que oramos, mas quando o espírito ora, nada se discernem, pois é espiritual. E não podemos contestar este, pois é no espírito que entramos em contado com Deus.
O novo nascimento é um renascimento do espírito humano, e só oramos no espírito quando passamos por este processo de restauração, e por conseqüência o equilíbrio espiritual vem de Jesus. Ao conservar a integridade do corpo temos maior possibilidade de interagir no mundo espiritual.
Sendo assim, teoria Tricotomista é que melhor se enquadra no pensamento bíblico, uma vez que assim como Deus é triuno, nós que somos a sua imagem e semelhança não seríamos diferentes.

USO DO TERMO ALMA (ψυχὴ) E ESPÍRITO (πνεῦµα)
ψυχὴ é a alma ou a vida animal (Mt 2.20; 6.25) usada a respeito do homem e dos outros animais (Ap 8.9; 16.3); usado acerca dos homens, significa a sede das paixões e desejos, o nexo entre a natureza corpórea e o aspecto mais elevado da personalidade humana.
πνεῦµα é o principio vital que anima o corpo humano, ou a essência incorpórea e imaterial de várias ordens de seres, inclusive os santos no céu e os anjos e o próprio Deus; é dotado de conhecimento, desejo, decisão e capacidade de agir. ψυχὴ é a parte imaterial e invisível do homem em relação ao corpo e à natureza física: πνεῦµα é a parte imaterial e invisível do homem em relação a Deus e outros espíritos.
Todavia ψυχὴ e πνεῦµα são puros sinônimos, em muitas passagens como Mt. 11.29; 22.37; 26.38; Lc 1.46; 2.35; At 2.27; 14.22; III Jo 2; I Pe 1.9,22 (ψυχὴ); Lc 1.47; 2.40; 8.55; 10.21; 23.46; Jo 4.24; 13.21; At 7.59; 17.16; 18.5,25; Rm 1.9; I Co 2.11; 6.17,20; 7.34; 16.18; Tg 2.26; (πνεῦµα). O pecado reside tanto na alma como no espírito, mesmo do homem regenerado (II Co 7.1; I Pe 1.22; Rm 2.9; II Pe 2.14). A personalidade humana é una e indivisível, se bem que capaz de viver imortalmente sem o corpo, e, para descrever esta personalidade uma, há várias palavras mais ou menos sinônimas – coração (ί); mente (νοῦς); alma (ψυχὴ); espírito (πνεῦµα) e inteligência (ί); entendimento (ψὴν) e (ίς) consciência, juízo – e quando várias destas palavras se empregam juntas é para ênfase ou hipérbole e não para dividir a personalidade humana em compartimentos separáveis. Assim devem ser entendidos: Mt 22.37; Mc 12.30,33; Lc 10.27; Ef 6.5-18; I Ts 5.23; Hb 4.12. σάρ em geral não é meramente σῶµα, mas quando usado eticamente é mais a qualidade de ψυχὴ do que de σῶµα. σαρ, especialmente nos escritos de Paulo, indica a natureza não regenerada, ou os restos desta natureza no crente, (Rm 8.4-9,12; 13.14; I Co 5.5; II Co 7.1; Gl 5.16; 6.8; Ef 2.3); contudo σάρ não é muito diferente de σῶµα em Mc 10.8; Jo 1.14; 3.6; 6.51; Rm 1.3; 9.3; I Co 6.16; II Co 5.16). ί transcende o mero órgão físico e aproxima-se dos sentidos mais elevados de ψυχὴ e πνεῦµα, abrangendo todas as faculdades, se bem que geralmente saliente mais as emoções ou os afetos. Thayer o define assim: “a alma ou a mente como fonte e sede dos pensamentos, paixões, desejos, apetites, afetos, propósitos e esforços” (Mt 11.29; 13.15; 15.19; Mc 2.6; Lc 1.51; 24.25; At 4.32; 8.22; 16.14; Rm 2.15; 6.17; 10.10; II Co 9.7; Hb 4.12). νοῦς é a mente inteligente e perceptiva (Rm 1.28; 7.23,25; 11.34; 12.2; I Co 2.16) e ί é o entendimento, usado para o bem ou o mal (Ef 1.18; 2.3; 4.18; I Pe 1.13).
Os adjetivos destas mesmas raízes têm suas matizes de diferenças e ideia. ψυχικός, natural, chega a significa sensual (I Co 2.14; 15.44,46; Tg 3.15; Jd 19). Encontramos σάρκινος carnal, arraigada na natureza carnal (Hb 7.16; I Co 3.1; Rm 7.14); e σάρκικός, governado pela natureza humana, não pelo Espírito de Deus, Iço 3.3,4; 9.11; II Co 1.12; 10.4. há grande confusão nos textos, e isto confunde os lexicógrafos. Ambas as palavras têm sentido mau ou inferior, πνεῦµατικός é sobrenatural, I Co 15.44,46 (e Ef 6.12 no sentido mau), espiritual, tendo as qualidades ou caráter do divino Espírito (Rm 1..1; 7.14; I Co 2.15; 10.3,4; 12.1; 14.37; Gl 6.1; Ef 1.3; I Pe 2.5).
σῶµα nada tem que ver com implicações baixas da filosófica grega, mas é, em geral, livre das más implicações de σάρ e, no crente, tem alta missão cristã (Rm 12.1; I Co 6.15,19; 9.27); e serve para expressar algumas das mais elevadas figuras das Epístolas (Ef 1.23; 4.16; 4.16; 5.28,30; Fp 3.21; I Pe 2.24).

Dados Bíblicos
Embora a Tricotomia seja uma idéia comum no ensino bíblico cristão, a Bíblia não usa este tremo. Por isso poucos estudiosos a defendem. Sustentam que todas as pessoas possuem alma, e argumentam que o espírito do homem é uma faculdade humana superior, que surge quando a pessoa se torna cristã (Rm 8.10). O espírito da pessoa seria a parte dela que mais diretamente adora e ora a Deus (Jo 4.24; Fp 3.3).
Outros dizem que o “espírito” não é uma parte distinta do homem, mais simplesmente outra palavra que exprime “alma”, e que ambos os termos “alma” e “espírito” são sinônimos, e são usadas indistintamente nas Escrituras para falar da parte imaterial do homem, a parte que sobrevive após a morte do corpo. A idéia de que o homem é composto de duas partes (corpo e alma/espírito) chama-se dicotomia.
Os que defendem que essa idéia muitas vezes admite que as Escrituras, usa a palavra espírito (Hebraico Rûach e Grego Pneuma) mais frequentemente com referência à nossa relação com Deus mas que esse uso não é uniforme; e que a palavra alma é também usada em todos os sentidos em que se pode usar espírito.
Antes de perguntar se a Escritura vê “alma” e “espírito” como partes distintas, do homem, devemos a princípio deixar claro que há forte ênfase na Escritura sobre a total unidade do homem que foi criado por Deus. Quando Deus fez o homem, Ele “soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente” (Gn. 2:7). Aqui Adão é visto como unidade, com corpo e alma vivendo e agindo conjuntamente.
Esse estado original do homem, em harmonia e em unidade, ocorrerá novamente quando Cristo voltar e formos totalmente redimidos em nosso corpo, assim como em nossa alma, para viver com ele para sempre (I Co 15.51-54). Além disso, devemos crescer em santidade e amor por Deus em cada aspecto de nossa vida, em nosso corpo assim como em nosso espírito e alma (I Co 7.34). Importa que nos purifiquemos “de tudo que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus” (II Co 7.1).
Mas uma vez enfatizando o fato de que Deus nos criou para haver a unidade entre corpo e alma, e para que cada ato que realizamos nesta vida seja um ato de todo o nosso ser, envolvido em certa medida tanto o corpo quanto a alma; então podemos destacar que as Escrituras ensinam bem claramente que há uma parte imaterial na natureza humana.

O Uso dos Termos Alma e Espírito Indistintamente
Quando analisamos o uso das palavras bíblicas traduzidas por “alma” (hebraico, nefesh e grego, psyche) e “espírito” (hebraico, rûah e grego, pneuma), parece que elas às vezes são usadas indistintamente. Por exemplo, em João 12.27, Jesus diz: “Agora, está angustiada a minha alma” enquanto que em um contexto muito semelhante no capítulo seguinte João diz que Jesus “perturbou-se em espírito” (João 13.21). Semelhantemente, lemos as palavras de Maria em Lucas 1.46,47: “A minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador”.
Esse parece ser um exemplo evidente do paralelismo hebraico, um recurso poético no qual muitas vezes a mesma idéia é repetida usando palavras sinônimas, mas diferentes. Essa indistinção de termos também explica por que as pessoas que morreram e foram para o céu ou para o inferno podem ser chamados “espíritos” (Hb 12.23 – “os espíritos dos justos aperfeiçoados”; também 1 Pe 3.19 fala de “espíritos em prisão”) ou “almas” (Ap 6.9 – “vi debaixo do altar as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que deram”; 20.4 – “Vi as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus”).

O Homem é Tanto Corpo e Alma Quanto Corpo e Espírito
O homem é visto como possuindo tanto “corpo e alma” como “corpo e espírito”. Jesus nos exorta a não temer aqueles que “matam o corpo, mas não podem matar a alma”. “Antes”, disse Jesus, “tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno” (Mt 10.28). “Alma” aqui claramente deve ser entendida como referência à parte da pessoa que existe após a morte. Além disso, quando Jesus fala a respeito de “alma e corpo”, parece óbvio que Ele está falando a respeito da totalidade da pessoa, embora Ele não mencione “espírito” como componente separado. “Alma” parece equivaler à totalidade da parte imaterial do homem.
Por outro lado, o homem é às vezes mencionado como “corpo e espírito”. Paulo quer que a igreja de Corinto entregue um irmão em pecado a Satanás “para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor” (1 Co 5.5). Isso não significa que Paulo tenha se esquecido da salvação da alma do homem; ele simplesmente usa a palavra “espírito” para referir-se à totalidade da existência imaterial de uma pessoa. Semelhantemente, Tiago diz que “o corpo sem o espírito está morto” (Tg 2.26), mas não menciona nada a respeito da alma existindo separadamente.
Além disso, quando Paulo fala de crescimento em santidade pessoal, ele aprova as mulheres estão preocupadas em “serem santas no corpo e no espírito” (1 Co 7.34), sugere que isso cobre a totalidade da vida da pessoa. Ainda mais explícito é o texto de 2 Coríntios 7.1, no qual Paulo diz: “…purifiquemo-nos de tudo que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando a santidade no temos de Deus”. A purificação da corrupção da “alma” ou do “espírito’ envolve a totalidade do lado imaterial de nossa existência” (Rm 8.10; I Co 5.3; Cl 2.5).

A Alma Pode Pecar ou o Espírito Pode Pecar?
Aqueles que defendem a tricotomia geralmente concordam que a alma pode pecar, pois crêem que a alma inclui o intelecto, as emoções e a vontade. (I Pe 1.22; Ap 18.14).
O tricotomista, porém, geralmente considera que o espírito é mais puro do que a alma e, quando renovado, livre do pecado e sensível ao chamado do Espírito Santo. Essa concepção (que às vezes se insinua na pregação e nos escritos cristãos populares) não encontra realmente apoio no texto bíblico. Quando Paulo encoraja os coríntios a se purificar “de toda impureza, tanto da carne como do espírito” (II Co 7.1), ele sugere nitidamente que pode haver impureza (ou pecado) no espírito. Do mesmo modo, fala da mulher solteira que se preocupa em ser santa “assim no corp como no espírito” (I Co 7.34). Outros versículos falam de modo semelhante (II Co 7.34 – “santificação do espírito”; Dt 2.30 – “espírito endurecido”; Sl 78.8 – “espírito infiel”; Pv 16.18 – “espírito altivo”; Ec 7.8 – “espírito orgulhoso”; Is 29.24 – “espírito que erra”; Dn 5.20 – “espírito soberbo e arrogante”). O fato de “todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito” (Pv 16.2), implica a possibilidade de que o nosso espírito esteja errado aos olhos de Deus. Outros versículos que implicam a possibilidade da existência do pecado no nosso espírito (Sl 32.2; 51.10)
Os defensores da tricotomia enfrentam um problema difícil na definição clara e exata da diferença entre alma e espírito (segundo o seu ponto de vista). Se as Escrituras dessem claro apoio à idéia de que o espírito é a parte de nós que diretamente se relaciona com Deus em adoração e oração, enquanto a alma abarca o intelecto (pensamento), as emoções (sentimentos) e a vontade (decisões), então os tricotomistas teriam em mãos um forte argumento. Todavia, a Bíblia parece não dar apoio a tal distinção.
Por outro lado, não se diz que as atividades de pensar, sentir e decidir sejam realizados somente pela alma. Por exemplo, o espírito também pode viver emoções, como em Atos 17.16, quando “o seu espírito [de Paulo] se revoltava”, ou quando “angustiou-se Jesus em espírito” (Jo 13.21). É também possível tem um “espírito abatido”, o oposto de um “coração alegre” (Pv 17.22).
Além disso, também se diz que as funções de conhecer, perceber e pensar são executados pelo espírito. Por exemplo, Marcos retrata o Senhor Jesus “percebendo (epiginõskõ “conhecer, reconhecer, saber”) logo por Seu espírito” (Mc 2.8). Quando o Espírito Santo “testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16), nosso espírito recebe e compreende esse testemunho, o que certamente equivale à faculdade de conhecer algo. De fato, nosso espírito parece conhecer nossos pensamentos com bastante profundidade, pois Paulo pergunta: “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está”? (I Co 21.11); (cf., Is 29,24, que fala daqueles que hoje “erram de espírito”, mas que “virão a ter entendimento”).
O objetivo desses versículos não é dizer que é o espírito e não a alma que sente e pensar, mas que “alma” e “espírito” são termos usados indistintamente para significar o lado imaterial das pessoas, e é difícil enxergar qualquer distinção real no uso dessas palavras.
De fato não devemos cair no erro de pensar que determinadas atividades como pensar, sentir ou decidir, são executadas por somente uma parte de nós. Ates, essas atividades são executadas pela pessoa como um todo. Quando pensamos, sentimos e, certamente todo o nosso corpo físico se envolve também. Sempre que pensamos usamos o cérebro que Deus nos deu. Do mesmo modo o cérebro e todo o sistema nervoso se envolvem em sensações físicas em outras partes do corpo. As Escrituras enfocam basicamente o homem como unidade, na qual o corpo físico e a parte não física funcionam juntas, ou seja, unitariamente.
Por outro lado, na visão tricotomista o espírito é o elemento humano que se relaciona mais diretamente com Deus na adoração e na oração não parece se basear nas Escrituras. “A ti, Senhor, elevo a minha alma”. (Sl 25.1). “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa”. (Sl 62.1). “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome”. (Sl 103.1). “Louva, ó minha alma, ao Senhor ”. (Sl 146.1). “A minha alma engrandece ao Senhor”. (Lc 1.46). Essas passagens indicam que nossa alma pode adorar a Deus, louvá-lo e dar graças a Ele. Nossa alma pode orar a Deus, como Ana sugere ao dizer: “Venho derramando a minha alma perante ao Senhor” (I Sm 1.15).
De fato o maior mandamento é “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Dt 6.5; cf. Mc 12.30). Nossa alma pode ansiar por Deus e ter sede dEle (Sl 42.1,2) e pode “esperar em Deus” (cf. Sl 42.5).
Pode também alegra-se e deleitar-se em Deus, pois diz Davi: “Minha alma se regozijará no Senhor e se deleitará na sua salvação” (Sl 35.9; cf. Is 61.10). Diz ainda o Salmista “Consumida está a minha por desejar, incessantemente, os juízos” (Sl 119.20) e “A minha alma tem observado os teus testemunhos; eu os amo ardentemente” (Sl 119.167). Parece não haver aspecto da vida ou relação com Deus na qual as Escrituras afirmam agir o espírito, mas não a alma. Os dois termos são usados para falar de todos os aspectos do nosso relacionamento com Deus.

Argumentos dos Dicotomistas

Mas na visão Dicotomista, seria um erro à luz dessas passagens, sugerir que somente a alma (ou o espírito) adora a Deus, pois o corpo se envolver também na adoração. Somos uma unidade de corpo e alma/espírito. Nosso cérebro físico pensa em Deus quando adoramos, e quando o amamos com todo o nosso “entendimento” (Mc 12.30). Davi ansiando por estar na presença de Deus diz: “meu corpo te almeja, como a terra árida, exausta, sem água” (Sl 63.1). Ademais lemos: “O meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!” (Sl 84.2). É obvio que quando oramos em voz alta ou entoamos louvores a Deus, nossos lábios e cordas vocais participam também, e mas a adoração e a oração nas Escrituras exigem o bater palmas (Sl 47.1), ou o erguer as mãos a Deus (Sl 28.2; 134.2; 143.6; I Tm 2.8). Além disso, tocar instrumento musicais em louvor a Deus é um ato que envolve o corpo físico, além dos materiais físicos de que os instrumentos musicais são feitos (Sl 150.3-5). Nós o adoramos com todo o nosso ser.
Em 1 Tessalonicenses 5.23 a expressão “todo o espírito, a alma e o corpo” é por si só inconcludente. Quer dizer que devemos nos santificar em tudo até o dia de nosso Senhor Jesus Cristo. Paulo poderia estar meramente emparelhando sinônimos como recursos enfático, como às vezes se faz nas Escrituras. Jesus diz: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22.37). Será que isso significa que a alma é diferente do entendimento ou do coração?
O problema é ainda maior em Marcos 12.30 “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento e de toda a tua força”. Acatando o princípio de que essas listas de termos nos falam das partes do homem, então se acrescentarmos também o espírito à lista (e quem sabe igualmente o corpo), teríamos cinco ou seis partes! Mas certamente essa é uma conclusão falsa. É bem melhor entender que Jesus simplesmente emparelhou termos mais ou menos sinônimos como recurso enfático, a fim de demonstrar que devemos amar a Deus com todo o nosso ser.
Então Paulo estaria dizendo que a alma e espírito são entidades distintas, mas simplesmente que, seja qual for o nome que possamos dar a nossa parte imaterial, ele quer que Deus continue a santificar-nos totalmente para o dia de Cristo.

Contra Argumentos dos Tricotomistas

As Escrituras aparentemente não sustentam nenhuma distinção entre alma e espírito. Não parece haver uma resposta satisfatória para os Dicotomista, fica então a pergunta aos tricotomistas: “O que pode o espírito fazer que a alma também não possa? O que pode a alma fazer que o espírito também não possa?”.
Os Tricotomista se defendem. Analisemos os versículos a seguir:
Em I Tessalonicenses 5.23 diz: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Esse versículo porventura não fala claramente que o homem possui três partes?
Em Hebreus 4.12 diz: “A palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”. Se a espada das Escrituras divide a alma e o espírito, esses não seriam então elementos distintos do homem?
Em I Coríntios 2.14-3.4 a passagem trata de diferentes tipos de pessoas, daqueles que são “carnais” (sarkinos I Co 3.1); do que não é “espiritual” (Psychikos, lit. “alma” I Co 2.14); e daquele que é “espiritual” (pnecunotkos I Co 2.15). Acaso essas categorias não sugerem tipos diferentes de pessoas – os não cristãos “carnais”, os cristãos “naturais” que seguem os desejos da alma e os cristãos mais maduros que seguem os desejos do espírito? Será que isso não sugere que alma e espírito são elementos distintos da nossa natureza?
Em I Coríntios 14.14 quando Paulo diz: “Se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera”; não sugere ele que a mente faz algo diferente do espírito, e não sustentaria isso o argumento tricotomista de que a mente e o pensamento devem ser atribuídos à alma não ao espírito?
Segundo os tricotomista, o homem tem uma percepção espiritual, uma consciência espiritual da presença de Deus que os afeta de um modo que, o homem sebe a diferença do pensamento comum e também das emoções. Perguntam eles: “Se eu não tenho um espírito distinto dos meus pensamentos e das minhas emoções, então o que exatamente é isso que sinto ser diferente dos meus pensamentos e das minhas emoções, algo que só posso descrever como adoração a Deus em espírito e, como percepção da sua presença no meu espírito? Porventura não há algo em mim maior do que meramente meu intelecto, minhas emoções e minha vontade, e não deve isso se chamar espírito?”.
Alguns tricotomistas argumentam que homem e animais têm alma, mas sustentam que é a presença do espírito que nos faz diferentes dos animais. E que quando nos tornamos cristãos, nosso espírito recebe vida “Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça” (Rm 8.10).

X – COMENTÁRIO HOMILÉTICO

(Esboço I)

TEMA: A Santificação do Espírito, Alma e Corpo!

TEXTO: I Tessalonicenses 5.23.

INTRODUÇÃO: Somos exortados a permanecer irrepreensível, santificados em tudo, espírito, alma e o corpo, até a vinda de Jesus.

DESENVOLVIMENTO:

I – Santificação do corpo. (I Ts 5.23).
II – Santificação da alma. (I Ts 5.23).
III – Santificação do espírito. (I Ts 5.23).

CONCLUSÃO: Quando Jesus voltar deve nos encontrar sem repreensão, em santificação.

APELO:

COMENTÁRIO HOMILÉTICO

(Esboço II)

TEMA: O Homem Trino.

TEXTO: I Tessalonicenses 5.23.

INTRODUÇÃO: Textos com I Ts 5.23 e Hb 4.12; traz uma clara evidência da composição do homem. Deus apesar de ser um único Deus, em essência é formado pela trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, assim também o homem é em essência trino.

DESENVOLVIMENTO:

I – Por que somos santificados no espírito, alma e corpo. (I T 5.23).
II – Por que a palavra faz divisão entre nosso espírito e alma. (Hb 4.12).
III – Por que somos a imagem e semelhança de Deus. (Gn. 1.1).

CONCLUSÃO: Deus nos exorta tanto no nosso corpo (vinde a mim os cansados), como também nos exorta na alma (transformando pela renovação do pensamento); transformou nosso espírito dando-nos o poder de sermos seus filhos.

APELO:

COMENTÁRIO HOMILÉTICO

(Esboço III)

TEMA: O que Deus fez.

TEXTO: I Tessalonicenses 5.23.

INTRODUÇÃO: Deus nos fez para termos plena comunhão com Ele. Por isso…

DESENVOLVIMENTO:

I – Justificou o nosso espírito.
II – Santificou a nossa alma.
III – Glorificou o nosso corpo.

CONCLUSÃO: Tudo isso Deus fez para que na vinda de Jesus, não sejamos surpreendidos com a repentina destruição.

APELO:

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apesar de o homem ser um ser espiritual com corpo e alam, devemos vê-lo em sua unidade, como uma pessoa total. E não como consistindo de partes separadas e, algumas vezes, de partes distintas, descaracterizando a totalidade. O homem deve ser visto como uma unidade.
Um ser completo, racional, que tem sentimentos, capaz de amar, odiar, chorar, que faz suas escolhas. Ele é a perfeição de Deus, que assim o fez. Cada órgão com uma função, e quando qualquer um desses apresenta um problema, compromete o corpo todo.
Apesar de controvérsias a formação do homem também é completa. Ele possui um corpo, uma alma e um espírito. Cada um com seu papel a desempenhar. O corpo a parte exterior, facilmente percebível abrigando outras duas partes que não são vistas, mas sabemos que existem. A alma que é a nossa consciência, que nos dá as nossas emoções que provem dos nossos sentidos, nossas emoções, nossas paixões e, o espírito parte da personalidade humana é ele quem nos coloca em comunhão com Deus, através dele é que podemos adorar a Deus.
O homem relaciona-se com o ambiente: através de sua alma relaciona com os outros, e o seu espírito com Deus.
A palavra tricotomia é formada de duas palavras gregas, tricha, “tríplice” e temnein, “cortar”. Mas não necessariamente cortar o homem, separá-lo, mas sim distinguir a sua natureza material da imaterial. É por isso que a tricotomia é a teoria melhor aceita.
Quando Deus criou o homem (Gn 1.26), soprou em suas narinas o sopro divino, e tornou-se o espírito do homem. este em contato com a parte material – o corpo – ouve uma reação, e por meio desta reação foi criada a alma humana.
Assim como o corpo manifesta a vida do espírito e da alma, quando Deus criou o homem, Ele criou o corpo e soprou o espírito, e este ao entra no homem tornando-o espiritual, reagiu à parte material – a alma – tornando-se alma vivente. Esta faz ponte de ligação entre a parte que liga o material com o espiritual.
Portanto a alma pode vir a controlar tanto o espírito do homem como o corpo. Porque nela está a vontade, ou seja, livre-arbítrio, as emoções e o intelecto, por isso a alma após a queda tornou-se mais importante, pois ela faz constantemente o homem pecar por estar relacionado com o intelecto, a vontade e as emoções. Mas antes da queda quando o homem não havia pecado, o espírito era quem comandava o ser humano na sua totalidade.
Agora o inverso é verdadeiro, pois, com a queda a alma passou a comandar; ora se inclina para o lado do espírito para fazer a vontade do espírito, ora se inclina para o lado do corpo, para fazer a vontade do corpo.
A alma é predisposta para a inclinação, e há uma constante luta entre o espírito com o corpo e a alma. O espírito luta contra a carne para não ceder-lhe a vontade.
Segundo o gráfico (ver anexo) da tríplice composição do homem (corpo, alma e espírito), vemos que depois da queda do ser humano, a alma é quem passou a governar o homem. É na alma que está a vontade o livre-arbítrio a livre escolha. Entretanto depois da ressurreição quem passou a governar é o espírito. Aqueles que já nasceram de novo (do espírito), este passa a ter o governo de todo o corpo.
Quando o homem está em Cristo (nascido do espírito), sua alma passa a submeter-se à vontade de Deus que está no espírito. “Bendize, ó minha alma, ao Senhor” (Sl 103.1).

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4 respostas para EXEGESE DE GREGO "TRICOTOMIA"

  1. Ola Alex.
    Parabens pelo blog e principalmente pelo materia sobre o livro.

    estou seguindo-o
    e obrigado por seguir o nosso também.
    A paz.

  2. Graça e Paz!!! Parabéns pelo excelente e esclarecedor texto. Que Deus continue lhe abençoando.

  3. Muito bem, estamos precisando de blogueiros que tratem diretamente do texto bíblico. Uma humilde recomendação:seria mais eficiente se o texto fosse mais conciso. Isto não é uma crítica, e sim uma opinião.

  4. Paz amado Voltaire. Quero agredecer pela visita no meu blog e pelo a sua opinião. Essa exegese é um trabalho da minha faculdade que acabei no ano passado, alias quase tudo aqui nesse blog resumo de livros, aconselhamento Pastoral e a outra exegese de hebraico e tabralhos da faculdade.
    Então não teve como ficar conciso, tinha que ser na integra.
    Mas quero te agradecer de todo o meu coração a tua visita e seu comentario, volte sempre que poder e comente eu estou pronto para aprender, vivo apredendo e ainda não seu nada.

    Abraço.

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